sexta-feira, 11 de setembro de 2009

In Côma



Sob um céu de concreto
me apego em respirar.
Hoje os anjos não passarão,
as velhas fendas da diversão foram fechadas,
hoje serei tudo o que você sentirá
seu inútil amigo
inerte companheiro,
nessa noite suspirante.
Agora tenho tantos,
e quase nenhuma história;
me concentro em respirar.
Eu tenho tantos anos,
preciso de mais vida,
procuro por mais vida;
no cemitério dos violinos...
subo escadas tortas e com carvão
escrevo minhas melhores estrelas.
Elas me dizem olá
e por dentro meus olhos brilham
e meu sorriso é tão bonito quando as ouço,
e meu sorriso é tão bonito,
quando não há espelhos pr'a te desmascarar...
Sob um céu de concreto
me deparo com sonhar,
astronautas de luz própia,
queimando mais que lampadas,
derretendo plutão,
(planeta desprezado)
sobre os desprezados do
Sanatório...
Sob um céu de concreto
tão perto,
me distraio por esperar sentimentos,
vontade de esquartejar o vento,
de ser qualquer momento;
longo e longe
do estado de ser pedra ap0drecendo.

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